segunda-feira, 30 de julho de 2012

Nós

Desperto-me do pesadelo. Na janela,o retrato do outono,lindo e plácido,carregando a magnitude de suas folhas e da brisa suave como o lenço de uma donzela.
Penso em nós e comparo o tempo com os sonhos que tenho.Sonhos ruins que são vencidos pela bela aparência de um dia amável.
A tranquilidade do amor esconde com sucesso a força  da tempestade,as ondas que vem e destrói todo o cenário....Ainda sim,não deixa de lado o seu equilíbrio. Afinal,as ondas tem que vir com força,para que o mar se fique agitado; o que está agitado,está vivo.  Assim como o sentimento que pula,grita,empurra e me mata por dentro.
E tanto amor,tanta saudades...como pode estas caber dentro de um pequeno corpo? Como pode ser tão grandioso,tão belo e carregar consigo tantas formas?
Não existe definição para a força de sentimento que toma todos os meus medos e depois,vagamente,os coloca dentro de mim. Assim,dia após dia.
E nessas ondas de sentimento,a vida obriga-me a viver. Amando-te,desejando-te sempre mais e mais. E fugir da realidade virou hábito,quando tudo parece tão pequeno e tão simples somente por ter ao meu lado um tesouro que os pesadelos têm tentado arrancar de meu peito.

E digo,que nem as tempestades vivas que estão dentro de mim,seriam tão petulantes ao tentar acabar com meus desvaneios e delírios de uma vida louca e apaixonada  que pretendo ter ao lado daquele que eu sempre chamei de amigo.

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